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Rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG) já matou 60 pessoas

 Atualizado em 28 de Janeiro de 2019 às 16h07

O rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), pode entrar para história do país como um dos maiores crimes ambiental e trabalhista. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (28), pela Defesa Civil de Minas Gerais, já são 60 pessoas mortas, e apenas 19 foram identificadas até o momento. 382 pessoas foram localizadas e 191 foram resgatadas. 292 permanecem desaparecidas. Há ainda 135 pessoas desabrigadas.

Imagem aérea após o rompimento da barragem. Foto: Isac Nobrega / PR

Na última sexta-feira (25), a barragem, localizada na região metropolitana de Belo Horizontem, se rompeu. A lama atingiu o centro administrativo da Vale, onde havia cerca de 300 trabalhadores. Outros 120 estavam em diferentes locais da área da mina.

Com o rompimento, foram liberados cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos de minério de ferro da mina do Feijão no rio Paraopeba. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km, de forma linear. Há riscos de que os rejeitos cheguem ao Rio São Francisco.

De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de MG, tenente Pedro Aihara, a atuação das equipes de busca e resgate é bastante delicada. A previsão, segundo ele, é que os homens permaneçam no local por semanas. As chances de encontrar sobreviventes, entretanto, são consideradas baixas.

Em nota, a diretoria do ANDES-SN se solidariza com a população vítima desse crime ambiental. Exige investigações transparentes e com a participação das famílias atingidas e dos movimentos sociais. Cobra também a suspensão imediata das atividades e dos direitos à exploração econômica da empresa. E exige ainda agilidade do Estado e da empresa para indenizar as famílias atingidas e garantir a prestação de serviços básicos e a manutenção dos sobreviventes. A diretoria do Sindicato Nacional demanda também o fim da privatização e da flexibilização dos licenciamentos ambientais.

Indígenas Pataxó Hã-hã-hãe vivem às margens do rio Paraopeba. Foto: Lucas Hallel Ascom/Funai

“À época do crime em Mariana, foi alertado que havia mais barragens com risco de rompimento. Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), desde 2015, apesar das denúncias quanto ao risco de rompimento do complexo de barragens na região, a Mina Córrego do Feijão teve sua ampliação aprovada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental, em dezembro de 2018”, ressalta a nota.

A diretoria do ANDES-SN aponta ainda que a Vale S.A. é uma das maiores empresas de mineração do mundo, com bilhões de reais de lucro líquido em 2017. A mineradora foi criada a partir da privatização da então empresa estatal brasileira Companhia Vale do Rio Doce. Produz minério de ferro, níquel, manganês, cobre, bauxita, potássio, alumínio e outros, sendo também participante em consórcios de energia elétrica.

Segundo a nota do Sindicato Nacional, os rompimentos das barragens de Fundão e Mina Córrego do Feijão evidenciam as falácias sobre a eficácia das privatizações de estatais, contidas nos discursos das elites econômicas, políticas e da grande mídia.

Para a diretoria do ANDES-SN, “fatos como esses servem de alerta para as políticas temerárias propostas pelo atual governo federal, que apontam para a flexibilização das leis ambientais, o afrouxamento dos processos de fiscalização, ampliam as privatizações e incentivam a exploração mineral, mediante renúncias fiscais”.  Confira aqui a íntegra da nota.

Crime em Mariana (MG)
Em 5 de novembro de 2015, a uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG) se rompeu liberando rejeitos de mineração no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas. Houve também poluição da bacia do Rio Doce e devastação de vegetação.

A ação criminal tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) desde novembro de 2016, quando foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Até hoje, nenhuma das famílias atingidas foi reassentada. E as vítimas ainda esperam indenização.

*Com informações e imagens da Agência Brasil

Fonte: ANDES-SN


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